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Saúde Auditiva
 
O3029 - CRITÉRIOS DE QUALIDADE EM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL DURANTE DOIS ANOS CONSECUTIVOS
Apresentador : Jaqueline Medeiros de Mello
Autor(es) / Coautor(es) : MELLO, J. M. 1, 2, 3; DE LA PUENTE, L. F.1; SAWASAKI, L. Y.1; ROSA, V. A. D. 2


CRITÉRIOS DE QUALIDADE EM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL DURANTE DOIS ANOS CONSECUTIVOS
MELLO, J. M.1,2,3; DE LA PUENTE, L. F.1; SAWASAKI, L. Y.1; ROSA, V. A. D. 2
1 Faculdade Ingá em Maringá-PR; 2 Universidade Estadual de Maringá (UEM); e 3 Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Objetivo: comparar os critérios de qualidade de um programa de triagem auditiva neonatal (TAN) no ano de implantação e no ano subseqüente. Metodologia: A casuística foi composta por 297 neonatos nascidos em 2007 e 611 neonatos nascidos no ano de 2008. Todos os neonatos foram avaliados por meio do exame de emissão otoacústica evocada por estímulo transiente (EOA-T) e reflexo cócleo-palpebral (RCP) Resultados: no período de fevereiro a dezembro de 2007 nasceram 433 bebês no Hospital Universitário de Maringá (HUM) e a TAN foi realizada em 297 neonatos, com índice de cobertura de 68,59% no ano de 2007. Enquanto que, no período de janeiro a dezembro de 2008, nasceram 691 RN e foram avaliados 611, tendo índice de cobertura de 88,48%. Com relação ao resultado de EOA, observou-se no ano de 2007, 202 (68,01%) neonatos obtiveram resposta bilateralmente na primeira avaliação e 95 (33,21%) neonatos não obtiveram resposta uni e/ou bilateralmente, sendo encaminhados para o reteste 30 dias após o nascimento, destes apenas 64 (67,33%) compareceram na 2ª avaliação, tendo um índice de evasão de 32,63%. Dos 64 neonatos que compareceram ao reteste no ano de 2007, 47 (73,43%) apresentaram EOA bilateralmente e 17 (26,55%) neonatos apresentaram ausência de EOA em apenas uma ou ambas orelhas, sendo encaminhados para avaliação otorrinolaringológica. Após avaliação e conduta otorrinolaringológica no ano de 2007, 16 (76,19%) neonatos obtiveram alta e 5 (1,68%) neonatos foram encaminhados para diagnóstico audiológico, tendo índice de encaminhado para o diagnóstico de 1,68%. Dos neonatos que foram encaminhados para diagnóstico, foi comprovada presença de DA condutiva em 2 (0,22%) neonatos e presença de 1 (0,11%) neonato com diagnóstico de DA NS. No ano de 2008, relativo ao resultado de EOA, observou-se que houve presença de resposta em ambas orelhas em 431 neonatos (70,54%) e ausência de EOA uni e/ou bilateral em 180 (29,45%), sendo encaminhados para reteste. Destes, 150 (83,33%) neonatos compareceram na 2ª avaliação, tendo um índice de evasão de 16,66%. Dos 150 neonatos que compareceram ao reteste no ano de 2008, 134 (89,33%) apresentaram EOA bilateralmente e 11 (7,32%) neonatos apresentaram ausência de EOA em uma ou ambas orelhas. Após avaliação e conduta otorrinolaringológica no ano de 2008, 5 (50%) neonatos obtiveram alta e 5 (0,81%) neonatos foram encaminhados para diagnóstico audiológico, tendo índice de encaminhado para o diagnóstico de 0,81%. Dos neonatos triados no ano de 2008, que foram encaminhados para diagnóstico, não houve casos de DA. Ao longo de dois anos, 6 neonatos foram encaminhados para pesquisa das mutações 35delG e 167del T do gene da conexina 26, sendo constatado presença de um caso em homozigose da mutação 35delG no ano de 2007. Portanto a prevalência da DA permanente neste estudo foi de 1:908. Conclusão: Houve melhora de um ano para o outro em todos os critérios de qualidade, entretanto ainda necessita muito a ser feito para que se tenha total qualidade no PTAN. Espera-se que o presente estudo possa contribuir para uma melhora progressiva na qualidade do programa de TAN.



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Dados de publicação
Página(s) : p.3029
URL (endereço digital) : http://www.audiologiabrasil.org.br/eiamaceio2011/anais_select.php?eia=&pg=temas&cid=3029
ISSN : 1983-179X