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Diagnóstico em Audiologia
 
P3045 - MONITORAMENTO AUDIOLóGICO EM UM GRUPO DE CRIANçAS COM INDICADORES DE RISCO PARA DEFICIêNCIA AUDITIVA: DIFICULDADES E CARACTERIZAçãO AUDIOLóGICA.
Apresentador : Sabrina Alves Peixoto
Autor(es) / Coautor(es) : Peixoto,L.A.S.;Lewis,R.D.;Almeida,G.M.;Silva,G.L.P.


Introdução: O Joint Committe on Infant Hering (2007)1 recomenda, para a população com indicador de risco para deficiência auditiva (IRDA), a utilização do protocolo de duas etapas na triagem auditiva neonatal (TAN). Neste, em caso de falha nas Emissões Otoacústicas transientes (EOAT), o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico-Automático (PEATE-A) é utilizado como uma segunda etapa, antes da alta hospitalar; de maneira que, a presença do PEATE-A, em ambas as orelhas à 35 dBNA, sugere triagem auditiva satisfatória. No entanto, ao se realizar a TAN na intensidade de 35 dBNA, não se pode descartar a possibilidade de perda auditiva leve2 . O Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva (2009)³ recomenda que, os neonatos com IRDA sejam monitorados até o terceiro ano de vida, mesmo quando observado resultado satisfatório no PEATE-A. Objetivo: analisar as dificuldades na realização do monitoramento audiológico de um grupo de crianças com IRDA submetidas à TAN que falharam nas EOAT e passaram no PEATE-A à 35 dBNA e caracterizá-las audiologicamente. Método: A partir de um banco de dados em um serviço de saúde auditiva de alta complexidade, foi realizado o levantamento das crianças que realizaram a TAN no ano de 2009, totalizando 285 crianças atendidas. Das 43 crianças com IRDA, 19 apresentavam resultados insatisfatórios nas EOAT e satisfatórios no PEATE-A e por isso, foram convocadas para monitoramento audiológico. Os seguintes procedimentos foram realizados: timpanometria, EOAT e Audiometria de Reforço Visual (VRA). Nos casos de não condicionamento à VRA, a criança fora submetida ao Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) a 20 dBnNA. Foram consideradas com audicão dentro da normalidade as crianças que apresentaram: nível mínimo de resposta em até 30 dBNA na VRA com fones de inserção(ou em campo livre quando não foi possível a colocação dos fones), curva timpanométrica do tipo “A” e EOAT presentes, bilateralmente. Resultados: Das 19 crianças convocadas, 11 (58%) compareceram para monitoramento audiológico. Na realização do VRA, oito crianças (73%) condicionaram para o tom puro, sendo que em quatro (36.5%) foi realizado o VRA com fones de inserção e em quatro o VRA (36.5%) em campo livre. Três crianças (27%) não apresentaram condicionamento satisfatório para realização da VRA. Das 8 crianças que realizaram a VRA, cinco (62.5%) apresentaram audição normal e em três (37.5%) crianças foram detectadas alterações condutivas com curva timpanométrica do tipo B, ausência de EOAT e VRA compatível com perda condutiva. As três crianças que não realizaram a VRA foram encaminhadas ao PEATE. Em duas crianças, os resultados do PEATE foram indicativos de perda auditiva condutiva; a outra criança não dormiu para a realização do PEATE e foi marcado retorno; no entanto, ela não compareceu. Conclusão: A VRA se mostrou uma técnica viável para ser utilizada no monitoramento audiológico. No entanto, há dificuldades em concluir a bateria de testes audiológicos, em apenas uma sessão; principalmente quando há a necessidade de realização do PEATE, observando-se como conseqüência a evasão do processo de monitoramento.

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Dados de publicação
Página(s) : p.3045
URL (endereço digital) : http://www.audiologiabrasil.org.br/eiamaceio2011/anais_select.php?eia=&pg=poster&cid=3045
ISSN : 1983-179X